França proíbe modelos extremamente magras em suas passarelas

Modelo francesaFrança sancionada com multa de 75.000 euros e até seis meses de prisão para as agências que contratem modelos com uma magreza extrema. Além disso, será forçado a marcar “com imagem retocadas” as fotos, editado com Photoshop.

A partir do passado dia 6 de maio, as agências de moda da França deverão apresentar um atestado médico onde atesta que, tanto as modelos femininas francesas como as que atuam no país, estão saudáveis e que seus dados de peso e altura correspondem ao IMC adequado (Índice de Massa Corporal). E caso não for assim, não podem continuar modelando. O atestado médico que devem apresentar os responsáveis pelas modelos, terá validade de dois anos. Do mesmo modo, as agências de modelos que não cumprem a lei podem ter uma pena de até seis meses de prisão e multas de 75.000 euros.

A magreza extrema nas passarelas como um idílio de perfeição foi manifestado no parlamento francês no ano de 2015. O maior problema com que se debatia era que, para além do estado físico, as modelos são o espelho em que se vêem refletidas muitas jovens. E a realidade é que mais de 600.000 jovens (entre 15 e 24 anos) na França sofrem (DCA) Distúrbios de Conduta Alimentar, sendo a segunda causa de mortalidade no país por trás dos acidentes de trânsito. Segundo os dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) considera-se uma pessoa mais magra do que o normal quando o seu IMC (relação entre peso e estatura) é menor que 18,5. É considerado magreza leve, entre 17,8 e 18,5; moderada, entre 16 e 17; e grave, abaixo de 16. As modelos que estejam abaixo deste último já não podem continuar desfilando na França.

LEI CONTRA O RETOQUE DIGITAL NAS MODELOS

Modelo FrancesaA segunda lei que foi imposto na França entrou em vigor no dia primeiro de outubro de 2016. As fotografias que se editem com programas de design para trabalhar com a silhueta das modelos, devem ser acompanhados de etiqueta: “imagem retocada”.
Portugal, juntamente com Israel, e agora a França são um dos poucos países onde é proibido para as modelos excessivamente magras. Madrid foi, em 2006, a primeira capital europeia, que proibiu o desfile de todas as modelos femininas muito magras, conseguindo eliminar de Madrid fashion Week, a magreza extrema.
No ano de 2012, criou-se em Israel a “lei do Photoshop”, onde se proíbe totalmente a publicidade com modelos muito magras; contratar, como tal, alguém que está muito magro (IMC inferior a 18,5) e usar o programa Photoshop para retocar algum detalhe.
Estas medidas procuram influenciar a imagem do corpo na sociedade e combater a anorexia, especialmente entre pessoas jovens.

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